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  A História do Vinho
31/05/2012
Seguramente foi casual a descoberta do homem antigo de que o suco da uva esquecido numa vasilha qualquer, rudimentar, poderia transformar-se e passar a ter um gosto diverso. E ainda mais, e sobretudo, uma estranha bebida que provocava efeitos prazerosos e inebriantes. Por este motivo era freqüente no passado que o resultado da fermentação do suco da uva fosse usado em cerimônias religiosas. Na falta de conhecimentos científicos os efeitos provocados pelo álcool eram considerados "mágicos" e ligados a divindades. A "vitis vinifera" já crescia de modo espontâneo há trezentos mil anos como comprovam diversos descobrimentos arqueológicos. De forma consciente, porém, há cerca de oito mil anos antes de Cristo. Na Ásia, na Geórgia, na Armênia. Dali a cultura da uva migrou para o leste, atravessou a Ásia até a China. Mais tarde a cultura da uva se difundiu prá oeste e chegou à Europa graças aos gregos, já depois de Cristo. Mas é com os Romanos e a expansão de seu império que o vinho conhece um verdadeiro boom. O comércio se desenvolve e iniciam-se os estudos sobre a viticultura. Os franceses inventam o barril de madeira que em verdade revolucionará o mundo enológico e desenvolvem uma variedade mais resistente ao frio dando origem aos vinhedos de Borgogna. Ao fim do terceiro século depois de Cristo por influência germânica a cerveja substitui o vinho. O vinho é um pouco posto de lado, mas nos monastérios cristãos a continuidade enológica permanece, inclusive porque na religião cristã o vinho era parte integrante do ritual da missa. Ao lado de qualquer igreja se encontrava sempre um vinhedo e em todo subterrâneo eclesiástico lá estavam escondidas as garrafas de um bom vinho. O vinho recupera seu posto de novo por volta do século nono, no período de Carlos Magno, acompanhando os primeiros sinais de recuperação econômico-social da Europa. Daí em diante o consumo vai sempre crescendo e chega como uma explosão já na sociedade feudal. As classes mais pobres já o bebem "para esquecer" e os abastados o elegem como um vício refinado. A viticultura e a enologia evoluem, as técnicas de cultura e de vinificação se tornam mais sofisticadas. Mais sólidas as garrafas e aperfeiçoadas as rolhas. Pasteur com suas pesquisas sobre a fermentação nos anos oitocentos possibilita o crescimento das quantidades produzidas de uva para abastecer o grande comércio industrial. O vinho cada vez tem menos segredos e mais certezas. Finalmente, também os grandes inimigos como fungos e parasitas são derrotados. O parasita Phylloxera Vastatrix devastou a viticultura da Europa por volta de 1850 em diante. Apesar do estrago, daí para frente passou-se ao plantio de vinhas mais resistentes. Já no início do século vinte predominam as leis de mercado, os regulamentos com controles de origem e as mudanças no paladar do consumidor que passa a exigir um produto mais evoluído. Hoje e nos próximos anos o que se espera é um grande crescimento no consumo e uma constante melhora na qualidade, inclusive porque nossa civilização sempre veio refinando e sofisticando cada vez mais o que já é um processo da natureza.